domingo, 21 de setembro de 2008

Poesias pela manhã

O sorriso na estante
O dia bonito
Palavras sinceras
As madrugadas são dos sonhos
Das poesias guardadas para as manhãs.
Penso...
Escuto...
Me inspiro...
Me lembro...
Dai então escrevo...
Busco no coração, na alma, na mente!
Em palavras me mostro.
Meus segredos mais profundos em palavras confusas
Me enrrolo, me acho.
Me mostro, me faço.
Me faço e desfaço.
Assim sou, assim vou.
É assim que me levo...
Fé sempre!
Coloque aquela música que mostrei
Leia baixinho
Pense com si sozinho
Veja bem o que é isso
Palavras não são apenas palavras
Palavras são sentidos
Mesmo sem.
Enquanto isso eu durmo
Eu sonho
Eu levo o Boa noite comigo.

sábado, 20 de setembro de 2008

Descança Coração - Nara Leão

"Cansei de tanto procurar
Cansei de não achar
Cansei de tanto encontrar
Cansei de me perder

Hoje eu quero somente esquecer
Quero o corpo sem qualquer querer
Tenho os olhos tão cansados de te ver
Na memória, no sonho e em vão
Não sei pra onde vou
Não sei
Se vou ou vou ficar
Pensei, não quero mais pensar
Cansei de esperar
Agora nem sei mais o que querer
E a noite não tarda a nascer
Descansa coração e bate em paz"


[Letra de Simons & Marques / Alberto Ribeiro
Interpretação de Nara Leão e recentemente por Fernanda Takai]

O que á de ser.

Essa noite não tenho espírito pra escrever
Contar o que vi, o que vivi.
O que são sonhos?
Se não meros disfarces da vida?
Disfarces para vivermos em busca
Em busca daquilo que criamos e alimentamos.
O que á de ser do futuro sem os sonhos?
Um futuro sem magia, encanto e beleza.
O mundo não é feito de brilho e cores.
Doeu saber disso.
E meu encanto?
Se perdeu no canto, no instante em que perdi.
No momento em que só, fiquei.
O que é o fim?
Se não a ponte para o novo.
O novo que mostra mundos novos.
A minha rosa não era a única no meu mundo, isso não fez de mim especial.
Mas a minha rosa era a Única pra mim.
E isso fazia dela especial pra mim.
No peito bate o coração machucado e dolorido
Os olhos cansados de chorar.
Mas a fé me leva...
Com fé tudo fica bem.

No sereno da madrugada
Na calada da noite
É onde crio
É onde escrevo com alma e coração.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sensações

Hoje não vi os olhares
Olhos de moço, cor noite.
Pensar, ter, ser, querer.
Vi gestos, vontades, anceios.
Medos.
Mãos quentes
Quentes como o Sol da manhã.
Mais uma vez: palavras.
Sorrisos...gestos...foto.
Gestos, sinais.
Na espera...o nervosismo.
Na chegada...a timidez.
Na calada da noite
O susto!
Telefone.
"-Boa noite!"

Medos

Porque que está noite as lágrimas não caem?
Justo hoje que no peito bate
Aquele velho e pobre coração
Tolo!
Que doi...como nunca...
A vida é como historias
Tem começo, meio e fim...
No começo tudo é lindo...
As borboletas voam, passaros cantam...a brisa é mais suave.
No meio...
São planos, futuro, filhos, casa...a certeza de que é aquilo que quer para sempre.
No fim...
Se o começo é lindo o fim so pode ser triste...
Os dias se tornam um rio...rio de lágrimas.
No peito a dor.
Na mente. não tem concentração
Se aqui sorri...é porque lá chora.
A solidão, o desconhecido e as mudanças assustam
Dá medo e arrepio.
Dai então a pergunta vem: será mesmo?



"é de magica que eu dobro a vida em flor"

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Proximo Instante

Caminhar por onde a estrada começa
Seguir caminhos que me convém
Fechar os olhos...Sentir a brisa...
Andar...

Escrevo com alma e coração.
Nos ouvidos a inspiração
Na ponta dos dedos força!
Nos olhos as lágrimas se misturam com o brilho...
O brilho que vi da lua quando sai pra rua.

Sentimentalismo
Sentimental
Sentimento
Sentidos.

Ver
Reparar
Chegar
Tocar

Borboletas não viram a noite acabar.




"guarde um sonho bom pra mim" [Los Hermanos - primeiro andar]

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ela não existe

Como pode uma simples menina...
Chorar...sorrir...gritar no silencio
Dançar feito doida com os fones no ouvido
e se sentindo como se estivesse no meio de mil pessoas
e que ninguém estivesse a vendo.

Parece mais uma criança.
Ela não existe...

São dias difíceis para os poetas...
Onde se esconderam as palavras dessa madrugada?
Pensei em não pensar mais.
Mas não dá.
É impossível...

Cuida das borboletas desta noite?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Fora de hora nas escadas

"Ai ai ai" Pensou ela...
Duvidas...não tem duvidas...
Tem medo.
Medo do que há de acontecer.
É tudo tão arriscado
Mas ao mesmo tempo tão lindo.

No peito o coração gelou...
No momento em que olhou.
Ali parado, como quem quer nada...
Querendo tudo.
O sorriso tímido e sincero que soltou
Ao ouvir "palavras"

Me leve para fora.


"...Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto..."
[texto extraído do livro "O pequeno príncipe"]

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

De tom azul quase roxa

Veja bem...
Já nem sei mais no que pensar.
Já nem sei mais, se a corrente marítima esta á favor.
Já nem sei mais, pra onde foi que o vento levou aquela flor.
Correr...correr...é tudo o que faço agora.
E se me desfaço...é somente pra ir embora.
Ir embora...
E deixar para trás todos os dias que não vivi.
Todos os dias que nem vi.
Toda a semana que passou e me passou...
São trinta dias, em um mês.
São sete dias por semana.
São 24h o total das horas do dia.
E meu dia?
Aonde está?
Pra onde foi?
Acho que o vento levou junto com si.
Mas os rodeios são tão cheios de surpresas.
Foi então que vi ali...voando sobre as plantas do jardim.
Um borboleta.
De um tom azul...quase roxa.
Voava como quem não queria nada.
Beijava as flores.
Me encantei, logo de cara, com o bater de suas asas.
Um Jeito doce e violento de dançar com o seu parceiro: O VENTO
Dava até pra ouvir a sinfonia da música.
Ah... borboleta azul!
Fique á vontade no quintal.
Faça das flores sua casa.
Faça da terra seu cenário.
Faça dos meus dias alegria.
E dos dias de frio, calor.

domingo, 14 de setembro de 2008

Vivendo sonhos e esquecendo da realidade...assim vai vivendo!

Hoje de manhã quando acordei
Me olhei no espelho do banheiro
E então me perguntei "Quem sou eu?"
Passei o dia inteiro procurando as respostas.

Sou um alguém, uma criança pirraçenta e briguenta
Que não cresceu...nem vai crescer. Já é tarde.
Que tem sonhos...que vive de sonhos.
Que acha a vida um conto de fadas
e que fica todo tempo esperando seu cavalo branco voltar do estabulo.
Onde foi que deixei minha coroa?
E meu anel de brilhantes, perdi no meio do campo enquanto colhia morangos.
Ah, os morangos...me lambuso por inteira, com morangos.
Troca um anel de brilhate por morangos?

Talvez...
Quem sabe...
Por acaso...
Não existe o acaso.
Tudo tem um motivo e um porque.
Aos poucos me descubro...

Enquanto isso...
Entro nos livros que ficam na cabeceira da minha cama.
E vivo vidas que não existem...mas que dão forças pra eu ser quem sou

[ "Eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples"
- Fernando Anitelli - ]